Comparar o salário médio entre cidades mostra onde um mesmo perfil profissional tende a receber mais e se uma proposta acompanha o mercado local. Em 2025, o rendimento médio habitual do trabalho no Brasil foi de R$ 3.560, alta de 5,7% sobre 2024, segundo a PNAD Contínua, conforme reportagem do Correio Braziliense que cita o IBGE. Esse valor nacional serve de referência inicial, mas não substitui a leitura municipal.
Por que comparar salário médio entre cidades?
Mudar de cidade por trabalho costuma responder a três situações: uma vaga que existe apenas em determinados municípios, uma proposta acima da remuneração atual ou a busca por um setor com maior concentração de empresas. Em qualquer dos casos, a média local funciona como verificação rápida. Se a oferta fica abaixo do salário médio da cidade de destino, a mudança precisa se justificar por outro fator, como progressão de carreira ou estabilidade.
Salário médio é o indicador que reúne a remuneração de todos os trabalhadores considerados em cada levantamento. Por usar a mesma métrica para todas as áreas, permite comparar regiões entre si e acompanhar a evolução de um mesmo território ao longo dos anos.
| Indicador | Valor | Fonte citada |
|---|---|---|
| Rendimento médio mensal habitual, Brasil, 2025 | R$ 3.560 (alta de 5,7% sobre 2024) | PNAD Contínua, via Correio Braziliense |
| Rendimento médio habitual, Centro-Oeste, 2025 | R$ 4.133 (alta de 9,5%) | IBGE, via Correio Braziliense |
| Salário médio mensal, Brasil, Cempre 2022 | R$ 3.542,19 (2,9 salários mínimos) | IBGE, via Movimento Econômico |
O Centro-Oeste aparece como a segunda maior média regional em 2025, atrás apenas do Sul. Esse dado descreve uma macrorregião e não diz quanto ganha uma cidade específica dentro dela.
Limites de comparar sem contexto regional começam pelo recorte. Uma média regional também pode ocultar grandes diferenças entre municípios vizinhos, já que um estado ou região reúne áreas de perfis econômicos distintos. Por isso, o salário médio deve ser lido junto com a composição econômica do município e com o período de referência do dado.

Quais fontes oficiais mostram o salário por cidade?
Para comparar salários entre cidades brasileiras, a base precisa ter corte municipal. Nem toda pesquisa oficial chega a esse nível, e os dados disponíveis aqui cobrem apenas totais nacionais e regionais. Três fontes merecem atenção.
RAIS do Ministério do Trabalho: registro administrativo de vínculos formais de emprego, mantido pelo Ministério do Trabalho. Por ser alimentado pelas empresas, é a base que costuma permitir recortes por município. Antes de usá-la, verifique no portal do ministério o ano de referência e a forma de cálculo do valor médio, porque a metodologia e a cobertura podem mudar entre as edições.
Cempre do IBGE (Cadastro Central de Empresas): o levantamento de 2022 informa salário médio mensal de R$ 3.542,19, equivalente a 2,9 salários mínimos, divulgado em 20/06/2024. Esse número é nacional. Para comparar municípios, é preciso consultar as tabelas municipais publicadas pelo próprio IBGE, sem presumir que o valor nacional represente qualquer cidade.
PNAD Contínua: nas reportagens consultadas, o rendimento habitual aparece em nível nacional e regional. Em 2025, o valor médio foi de R$ 3.560, com alta de 5,7% sobre 2024. O Centro-Oeste registrou R$ 4.133, o segundo maior do país, atrás do Sul. A reportagem não traz dados por capital, o que limita o uso dessa pesquisa para ranquear cidades.
| Fonte | Ano de referência | Valor citado | Recorte geográfico |
|---|---|---|---|
| PNAD Contínua (IBGE) | 2025 | R$ 3.560 (Brasil) | Nacional e regional |
| PNAD Contínua (IBGE) | 2025 | R$ 4.133 (Centro-Oeste) | Regional |
| Cempre (IBGE) | 2022 | R$ 3.542,19 (2,9 salários mínimos) | Nacional |
Salário médio ou rendimento habitual: qual a diferença?
Os números de “salário médio” publicados no Brasil não medem a mesma coisa. Antes de comparar cidades ou regiões, é preciso verificar três pontos: qual indicador é usado, qual população ele cobre e qual ano de referência ele traz.
Média aritmética é a soma de todos os valores dividida pelo número de pessoas. Ela é sensível a valores muito altos. Num grupo hipotético de cinco trabalhadores com rendimentos de R$ 1.500, R$ 1.500, R$ 2.000, R$ 2.500 e R$ 9.000, a média é R$ 3.300, mas a mediana, que é o valor do meio depois de ordenar os dados, é R$ 2.000. Quando há poucos salários muito altos, a média fica acima do que a maioria recebe. Por isso, ao ler uma média, convém procurar também a mediana, quando a fonte a fornece.
Rendimento habitual é o indicador da PNAD Contínua. Ele considera o rendimento habitual de todos os trabalhos, inclusive informais e por conta própria. Em 2025, o rendimento médio mensal habitual do trabalho no Brasil foi de R$ 3.560, com alta de 5,7% sobre 2024. No Centro-Oeste, o valor foi de R$ 4.133, com alta de 9,5%, segundo o IBGE, conforme reportado pelo Correio Braziliense.
Cempre é o cadastro de empresas do IBGE, restrito a empregados formais assalariados. Na edição de 2022, o salário médio mensal no Brasil foi de R$ 3.542,19, o equivalente a 2,9 salários mínimos, divulgado em 20/06/2024.
| Indicador | Fonte | População coberta | Referência citada |
|---|---|---|---|
| Rendimento habitual do trabalho | PNAD Contínua (IBGE) | Todos os trabalhos, incluindo informais | 2025: R$ 3.560 |
| Salário médio mensal | Cempre (IBGE) | Somente empregados formais assalariados | 2022: R$ 3.542,19 |
Os dois valores não devem ser comparados diretamente. Eles têm anos, bases e populações diferentes. Uma diferença entre eles pode refletir a composição do mercado de trabalho, e não uma mudança de renda.
Como o salário varia entre regiões do Brasil
O rendimento habitual do trabalho no Brasil foi de R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% sobre 2024, segundo a PNAD Contínua do IBGE, reportada pelo Correio Braziliense em 8 de maio de 2026. Esse valor nacional serve de referência para comparar as grandes regiões.
| Indicador | Valor | Fonte citada |
|---|---|---|
| Rendimento habitual do trabalho, Brasil, 2025 | R$ 3.560 (alta de 5,7% sobre 2024) | PNAD Contínua, via Correio Braziliense |
| Rendimento habitual do trabalho, Centro-Oeste, 2025 | R$ 4.133 (alta de 9,5%) | IBGE, via Correio Braziliense |
| Salário médio mensal, Brasil, Cempre 2022 | R$ 3.542,19 (2,9 salários mínimos) | IBGE, via Movimento Econômico |
Centro-Oeste em 2025
O Centro-Oeste registrou rendimento habitual de R$ 4.133 em 2025, cerca de R$ 573 acima da média nacional, o que equivale a aproximadamente 16% a mais (573 ÷ 3.560 × 100). A alta de 9,5% na região também superou a nacional de 5,7%. O cálculo do valor de 2024 a partir desses números dá cerca de R$ 3.774, mas esse valor é derivado e não foi publicado diretamente.
Posição do Sul no ranking nacional
O Centro-Oeste ficou em segundo lugar no ranking de rendimento habitual, atrás do Sul. Portanto, o Sul ocupa a primeira posição. A fonte não informa o valor do Sul, então nenhum número é apresentado aqui para a região.
Brecha salarial entre Nordeste e Sudeste
Os dados verificados não trazem valores para Nordeste nem para Sudeste. Por isso, a brecha salarial entre essas duas regiões não pode ser quantificada com o que foi verificado. Para calculá-la a partir da tabela oficial do IBGE, siga estes passos:
- Use o mesmo ano e o mesmo indicador para as duas regiões, por exemplo o rendimento habitual de 2025.
- Anote o valor de cada região em reais.
- Diferença em reais: rendimento do Sudeste − rendimento do Nordeste.
- Diferença relativa: (rendimento do Sudeste − rendimento do Nordeste) ÷ rendimento do Nordeste × 100.

Salário alto compensa o custo de vida e do imóvel?
Um salário acima da média só compensa se a renda cobrir moradia e despesas do dia a dia sem consumir a maior parte do rendimento. A média nacional não responde a essa pergunta por cidade: a PNAD Contínua do IBGE, citada pelo Correio Braziliense, registra rendimento habitual de R$ 3.560 em 2025 no Brasil.
Referências de renda para comparar
| Referência | Valor | Período | Fonte citada |
|---|---|---|---|
| Rendimento habitual do trabalho, Brasil | R$ 3.560 | 2025 | PNAD Contínua (IBGE), via Correio Braziliense |
| Rendimento habitual do trabalho, Centro-Oeste | R$ 4.133 | 2025 | IBGE, via Correio Braziliense |
| Salário médio mensal, Brasil | R$ 3.542,19 | Cempre 2022 | IBGE, via Movimento Econômico |
Método em três contas
- Preço do metro quadrado: selecione as vendas de um mesmo tipo de imóvel (apartamento ou casa) em uma base pública brasileira de transações com valor e área, como os dados de ITBI divulgados por algumas prefeituras, some os valores e divida pela soma das áreas. Amostras com poucos registros distorcem o resultado.
- Peso do aluguel: divida o aluguel mensal pela renda mensal líquida do domicílio. Quanto maior o percentual, menos sobra para alimentação, transporte e saúde.
- Renda versus custo de vida: compare a renda do seu perfil com o custo da moradia e dos serviços da cidade. Um salário alto em município caro pode render menos que um salário médio em município barato.
Não existe um percentual único que valha para todas as cidades. Calcule as três contas para cada município e compare os resultados entre eles.
Como montar sua comparação passo a passo
Para comparar salários entre cidades de forma replicável, siga quatro etapas: definir o conjunto de cidades, fixar um mesmo período de referência, converter os valores por deflação e registrar tudo em uma planilha com colunas padronizadas. Use a mesma fonte e o mesmo conceito de rendimento para todas as cidades, porque números de levantamentos diferentes não devem ser comparados diretamente.
Escolha de cidades e período de referência
- Defina um critério único de seleção, por exemplo, todas as capitais de uma região ou os municípios de um mesmo estado.
- Adote um só ano de referência para todas as linhas.
- Verifique se a fonte traz recorte municipal.
Deflação dos salários pela inflação oficial
A conversão segue a fórmula: valor real = salário nominal × (índice do ano-base ÷ índice do ano do dado). Aplique a mesma série oficial de inflação a todas as cidades, para que a diferença entre elas reflita apenas o salário. Não estime o fator de correção; obtenha-o diretamente da série publicada e registre a fonte usada.
Planilha com colunas padronizadas
| Coluna | Conteúdo a registrar |
|---|---|
| Cidade | Município e unidade da federação |
| Fonte | Nome do levantamento e do órgão que o divulgou |
| Conceito | Rendimento médio habitual ou salário médio mensal, conforme a fonte |
| Ano do dado | Ano de referência original |
| Valor nominal (R$) | Valor exatamente como publicado |
| Fator de deflação | Índice usado na conversão |
| Valor real (R$) | Valor nominal convertido para o ano-base |
| Recorte | Capital, região ou total do país |